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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

11° Encontro dos Religiosos de Matriz Africana na cidade de Areia Branca RN


sábado, 23 de agosto de 2014

MARIA NAVALHA DAS ALMAS


Da Falange das Malandras Maria Navalha, é uma das mais sérias, raramente sorri, não gosta de falar muito, porém trabalha muito bem e costuma ser amiga de suas médiuns, é uma grande protetora, trabalha junto com Seu Zé Pelintra.

Gosta de desmanchar demandas, cortar feitiços, e defende muito bem aqueles que lhe são devotos, não é de pedir muitas coisas, trabalha magisticamente com seu chapéu de panamá, na maioria das vezes na cor branca, mas também pode usar preto.

Usa 7 Navalhas de Trabalho, espiritualmente elas estão distribuídas com 3 na perna esquerda, 3 na perda direita e uma presa no meio de seus seios.
Nem sempre pede as 7 para suas médiuns, podendo pedir apenas uma ou três, varia de terreiro para terreiro.

Não trabalha para amor, nem gosta muito de trabalhos desse tipo, trabalha bem tirando as pessoas de vícios, gosta de trabalhos relacionados a saúde e também emprego.(Pode até existir alguma que Trabalhe na coroa de algum médium, voltada para amor, mais nunca ouvi falar)

Não gosta de ser comparada a Malandras que tiveram vida fácil quando encarnadas, pois uma das únicas coisas que preservou em sua vida terrena, fora sua dignidade, nunca precisou vender seu corpo, porém trabalhou duro antes de morrer.

Não é de muitos amigos, são poucas as pessoas que ela gosta.

Sua vestimenta inclui sempre calça, ela pode até usar saia, mas só se for obrigada, coisa que não é muito fácil, bebe cerveja, fuma cigarro de filtro vermelho, come muitas coisas, mais gosta de ovo de codorna e batata calabresa. Usa na maioria das vezes um crucifixo ou algo relacionado a cruz, pois esse é um dos símbolos da sua falange ( As Almas ). Como Algumas Malandras da Calunga e do Cruzeiro das Almas também usam. ( Não são todas)

É quieta, na dela, porém se vacilar, ela mostra o quanto a pessoa tem que ter humildade e reconhecer o erro.

Por isso aproxima principalmente dos humildes e dos sinceros, gosta de simplicidade e sinceridade, nunca tente engana-la, pode fazer um grande estrago, é preferível te-la como amiga.

Salve Malandra Maria Navalha das Almas!
Salve a Malandragem!

Fonte:

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

11° Encontro dos Religiosos de Matriz Africana da Salinésia (Areia Branca RN)

Ilê Axé Dajô Obá Ogodô

O Ilê Axé Dajô Iya Omi Sabá através do Babalorixá Noamã d´Obaluaiyê convida a todos e todas para participar do 11º Encontro de Religiosos de Matriz Africana da Salinésia, dia 28 de Agosto, as 19hs na Câmara Municipal de Areia Branca. O evento contará com a participação de Babá Melquisedec d´Xangô que irá palestrar sobre o tema do encontro:INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!

E dia 30/08 haverá o OLUBAJÉ - Ritual da Partilha - O Banquete do Rei Obaluaiyê no Ilê Axé Dajô Iyá Omi Sabá, Rua Duque de Caixias 362, Centro de Areia Branca, 18hs. Sejam Bem Vindos!!!!!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O projeto mapeamento dos terreiros de Natal tem como objetivo conhecer o universo das religiões afro-brasileiras


Apresentação

O projeto mapeamento dos terreiros de Natal tem como objetivo conhecer o universo das religiões afro-brasileiras na cidade de Natal, principalmente àqueles relacionados aos aspectos sócio-culturais e demográficos. Pretende-se construir um banco de dados com a perspectiva de que este resultado possibilite a construção de políticas públicas que beneficiem este segmento religioso, o seu fortalecimento na luta pela liberdade religiosa e a valorização do patrimônio afro-brasileiro.

Levantamento que vimos efetuando nos últimos anos através de pesquisa nos arquivos da Federação de Umbanda e Candomblé do RN e trabalho de campo com a participação de alunos da UFRN, constatou uma quantidade aproximada de 327 terreiros na cidade de Natal. No entanto, a falta de condições objetivas de pesquisa inviabilizou sua continuidade e o conhecimento qualitativo desse campo religioso. Em conseqüência, a estratégia foi pensar um mapeamento realizado via internet, através da criação de um sitio, em que as informações iniciais disponibilizadas estimulem a elaboração/criação de novos dados.

Assim, o mapeamento pretende ser construído com a participação dos representantes dos terreiros. Participe. Se sua casa ainda não foi mapeada ou contactada pela equipe entre em contato conosco.

domingo, 17 de agosto de 2014

Toque de Exu e Pomba Gira na Casa da Juremeira Maria de Pinheiro

que tem a frente da casa o seu filho O Babalorixá Noamã Jagun




A YÁ Maria de pinheiro e o seu filho Babalorixá Noamã Jagun

A Mãe de Santo Kathia de Oxalá da Casa de Umbanda Pai José de Aruanda prestigiando esse festa linda
  

uma das juremeira mais velha da nossa cidade mulher de muita ciência A YÁ Maria de pinheiro

 que paquete maravilhoso  

  LAROIÊ! SALVE EXU!




Exu é agente de ligação entre os homens e os Orixás. É guardião dos caminhos, soldado executor das ordens de Pretos-velhos e Caboclos, Executor da Justiça Cármica, e por isso mesmo, não faz mal a ninguém.

Alguns confundem Exu quando este executa a Lei de Justiça, confundindo-o com praticante do mal; nada mais equivocado. Exu dá aquilo que se pede. Se for o bem, devolve o bem, se pedirem o mal, devolve-o a quem o pediu, se este não tiver razão em seu pedido. De forma contrária, se percebe que o indivíduo que lhe pediu ajuda sofreu o mal de outra pessoa, devolve-o na mesma moeda que desejou aquele que lhe procurou.

Exus são espíritos de pessoas que tiveram encarnação na Terra, ou em outros orbes, ou seja, são seres criados pelo Pai que seguem o mesmo caminho evolucional que nós, seres encarnados. São compromissados com a espiritualidade superior e encontram-se como Exus nas falanges de Umbanda por resgate cármico ou por optarem em manter-se nesse estágio, auxiliando o trabalho das demais entidades da nossa querida Umbanda. Isso não quer dizer, no entanto, que não há entre eles espíritos que compõem a falange de Exus e Pombogiras em estágio evolucional que lhes permite seguir outro caminho nos planos superiores. Se permanecem auxiliando e guardando os planos inferiores vibracionais, fazem-no por opção e escolha, para combater o mal que ainda se encontra na criação divina.

Pelo fato de Exus e Pombogiras atuarem em planos muito próximos as faixas vibracionais da Terra, são espíritos profundamente conhecedores das paixões humanas, de seus desejos, defeitos e qualidades. Trabalham atuando nessa energia para ajudarem àqueles que buscam suas orientações. Dizem que Exu e Pombogiras são “devassos”, prostitutas, delinqüentes. Nada mais equivocado. Exu e Pombogira trabalham dentro da energia sexual, da energia animal que liga os homens à Terra. Por isso se apresentam como sedutores e encantadores aos seus consulentes.

Na verdade, por estarem os Exus e Pombogiras numa faixa vibracional mais próxima à Terra, sua energia é mais densa, exigindo do Médium, em sua incorporação um nível diferenciado de energia de quando vai incorporar com outras linhas de Umbanda. Normalmente, o que ocorre durante a incorporação das demais falanges é que o médium precisa elevar sua vibração durante a incorporação com os falangeiros dos Orixás, Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças, e durante a incorporação de Exu e Pombogira, por estarem esses atuando em campos vibracionais mais densos, faz com que o médium diminua seu padrão vibracional para uma incorporação perfeita.

O trabalho de Exu consiste em guardar nossos caminhos, nos protegendo de demandas e magias negras realizadas por espíritos obsessores ou desafetos encarnados. Eles são agentes da magia e dos processos sutis do uso das energias dessa magia. Em seu trabalho, cortam essas energias anulando o potencial do mal que nos foi mandado, e retirando e encaminhando a outros planos os espíritos inferiores que estiverem trabalhando para nos tirar de nosso caminho. Faz esse trabalho atuando dentro da Lei de Retorno, cobrando e resgatando espíritos das trevas para que estes encontrem um caminho que lhes possibilite encontrar-se de novo com os desígnios da Criação. Em vários casos, encaminhando tais espíritos a novos processos reencarnatórios.

Os Exus responsáveis pelas casas de Umbanda são os responsáveis pelo andamento correto dos trabalhos durante as giras e consultas.

Não podemos deixar também de ressaltar que Exus e Pombogiras não precisam entortar seus médiuns quando incorporam. Essa atitude provém do próprio médium que acredita que para incorporar essas entidades, necessita se fazer todo torto, com expressões de ódio no rosto e com os dedos das mãos em formato de garras. Exus de Umbanda não são espíritos zombeteiros que vivem de falar palavrão e que precisem beber o tempo todo. Como já se pôde perceber do texto sobre bebidas e fumo na Umbanda, presente em nosso site, a bebida tem funções outras e diversas do intuito de satisfazer o desejo de bebida de entidades, já que esse não existe dessa forma.

Os Exus possuem falanges distintas, bem como áreas de trabalho diferentes conforme se percebe pelos diversos terreiros de Umbanda. Os Exus atuam juntamente com uma Pombogira, formando o casal de guardiões do médium, que deve cultuar e respeitar a ambos.

As falanges de Exu também possuem uma hierarquia que é seguida entre os espíritos que a compõem conforme o grau evolutivo do espírito, e a atuação nos planos vibracionais mais próximo aos Orixás de Umbanda, ou próximo às trevas.

Muitas pessoas não gostam de Exu, porque dizem que Exu não satisfez seus pedidos. Na verdade, não entenderam essas pessoas como é a atuação dos Exus e Pombogiras. Eles não dão o que se pede; eles dão o que a pessoa merece, e esse merecimento deve ainda estar de acordo com a Justiça Cármica.

Laroyê Exu. Exu é mojubá! Salve a sua banda!

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”. Exú é MOJUBÁ – Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja “armar emboscadas vivendo a noite”. Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião. Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas. Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo “Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas”.

(Exus e Pomba Giras, os guardiões dos terreiros)

A reunião de Exú ou Gira de Exu[bb] tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos[bb] e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho_de_separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem[bb], fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles são os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

Cada médium que passa por esta Obrigação vai colaborar com eles acrescentando energia e equilíbrio ao trabalho que eles executam. É por este motivo que tantas vezes é falado que devemos ter cuidado com nossos pensamentos e pedidos, pois eles são energias. Os Exús precisam das nossas energias positivas para que possam desempenhar melhor o seu trabalho.

Nota: Os médiuns que vão fazer a obrigação de Exú[bb] devem permanecer em estado de seriedade, afastando-se de bebidas, festas, que neste caso exercem uma atração para as almas desorientadas. A função da obrigação de Exú é basicamente para fazer com que o Exú assuma no campo a função principal de guardião do médium, desde que este se comporte a altura de sua amizade e respeito.

Bebidas: Gostam muito de bebidas voláteis e o aguardente está entre elas ao qual dão o nome de malafo ou marafo, conhaque, cerveja e outras bebidas fortes. As Pomba-giras gostam de anis e champanhe. Não há necessidade de o médium ingerir a bebida, pois a mesma pode ficar num copo e o Exú ou Pomba-gira trabalhar com a sua energia utilizando o conteúdo astral da bebida.

Comidas: Os Exús e Pomba Gira gostam de farofa, dendê, cebola, pimenta, limão, semente de mamona, e as Pombas Giras de enfeites e adornos, sem contar que gostam muito se suas oferendas enfeitadas com Rosas Vermelhas.

Alguns Nomes de Pomba Gira: Pomba Gira do Cruzeiro, do Cais, da Calunga, do Cemitério, Padilha, Mulambo, Cigana, Ciganinha, da Calunga, Maria Bonita, Rosa Maria, Maria Rosa, Maria Rita, Rosa vermelha, Rosa do cruzeiro, Sete Véus, Sete cravos, da Encruza..

Alguns Nomes de Exú: Sete Encruzilhadas, Veludo, Caveira, Tranca Ruas, Caveirinha, Exú Campina, Exú do Cruzeiro, Calunga, do Lodo, Lalu, da Madrugada, da Meia Noite, Mangueira, Mulambo, Mulambinho, Malandro, Malandrinho, Gira Mundo, Tiriri, Marabô, Sete Capas, Cadeado, dos Rios, da Cachoeira, dos Ventos, da Praia, Quebra Galho, Sete Covas, Sete Catacumbas, Sete Luas, Sete Sombras, Três Punhais, Três Cruzes, Sete Chaves, Tranca Tudo, Tira Teima, Zé Pilintra e muitos outros.

Hierarquia dos Exús: Os Exús e Pomba-giras prestam obediência ao Chefe da Casa. No caso da Casa Branca é o Exú das Sete encruzilhadas.

Exú Tronqueira: Não confundir o trabalho do Exú guardião com o trabalho do EXÚ TRONQUEIRA. O Exú Tronqueira é aquele que guarda o Terreiro e passa por uma triagem às pessoas que entram no Terreiro. Por isso a sua casa é colocada junto à porta de entrada e é a primeira a ser saudada. Todos devemos ter o máximo de respeito do Exú Tronqueira, pois se uma Gira corre bem e firme devemos agradecer principalmente a ele.

O quadro abaixo traz a vinculação dos Exús às Linhas e o significado do seu nome.

OS EXÚS, SEUS NOMES E SEUS SIGNIFICADOS OU REPRESENTAÇÃO

SETE LINHASEXÚ GUARDIÃOSIGNIFICADO DO NOME
OXALÁSETE ENCRUZILHADASRepresenta os diversos caminhos abertos em nossas vidas; representa ainda o livre-arbítrio[bb] professado na religião de Umbanda e conseqüentemente nossa liberdade na escolha de nosso próprio caminho.
IEMANJÁ E NANÃMARABÔ[bb]MA: Verdadeiramente
RA: envolver
ABÔ: proteção
Aquele que envolveu perfeitamente com sua proteção ou Salve aquele cuja força protege
OMOLUCAVEIRARepresenta nossa mais profunda transformação, aquela onde nossa parte material já se encontra em profunda degradação e, no entanto, nossa alma permanece em evolução.
OXOSSI E OSSÃESETE CAPASRepresenta o momento de transição final; é o Exú da hora da passagem; responsável pelo corte do cordão fluídico no momento final dos filhos de Umbanda.
XANGÔ E IANSÃTIRIRITI: com grande força
RIRI: valor e mérito.
Aquele que protege com grande força aos que tem valor e mérito.
OXUM E OXUMARÉVELUDORepresenta a doçura, a delicadeza mas também a força, a resistência. Representa ainda a riqueza material e espiritual trazidas pela Linha à qual serve.
OGUM E IBEJITRANCA-RUAS[bb]Representa um grande poder de defesa para aqueles que a ele se dirigem; defesa contra aqueles que nos desejam o mal, contra nós mesmos e contra aqueles pensamentos e ações que tendem a impedir nossa evolução.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Lançamento do Livro "Umbanda não é Macumba"

Convido a todos para:
Lançamento do Livro "Umbanda não é Macumba"
Bienal do Livro, dia 25 de Agosto, Segunda Feira, as 19:00hs
No Anhembi, Av Olavo Fontoura 1209

Muito, muito muito grato

Alê Cumino

UMBANDA NÃO É MACUMBA


Para uma reflexão sobre o título, algumas palavras:

Em primeiro lugar trazer este título não diminui em nada o conceito de Umbanda ou de Macumba. Tal titulo não entra como uma afirmação da Umbanda em detrimento do que se venha a entender como Macumba. Seriam títulos similares a este: "Umbanda não é Candomblé", "Umbanda não é folclore", "Umbanda não é batuque", "Umbanda não é espiritismo", "Umbanda não é qualquér coisa...". Quem sabe no futuro venham mais títulos como estes. Sabemos que Umbanda tem muito em comum com Espiritismo, Candomblé e até o folclore mas não é a mesma coisa.

Embora em algumas situações umbanda é considerada macumba, na situação em que se genralizam várias religiões no mesmo saco, umbanda não é sinônimo de macumba e nem macumba é sinônimo de umbanda.

Umbanda é uma religião brasileira, com fundamento próprio, história, e estrutura única no contexto das religiões. Macumba é um termo genérico que no conceito leigo, popular e ignorante adquiriu uma identidade pejorativa.

Para muitos macumba é sinônimo de magia negativa e se empregar esta interpretação da palavra à umbanda estará errado.

Para outros macumba é um despacho ou uma oferenda o que é realizado por muitas religiões e práticas mágicas, portanto não é exclusividade e nem sinônimo de umbanda.

Macumba é, também, o nome de um tambor, mesmo que se use um destes na Umbanda o nome de um instrumento não identifica ou muda o nome de uma religião como a umbanda que possui identidade própria.

Macumba era o nome de cultos afro-brasileiros de cultura banto realizados no Rio de Janeiro. Embora a umbanda guarde semelhanças com estes cultos é importante que se diga: parecido não é igual.

E finalmente para muitos umbandistas macumba é uma forma descontraída e irreverente de identificar sua religião e ironizar todo o preconceito e cargA pejorativa que a palavra em si carrega. Este umbandista está certo no emprego da palavra na qual ele sabe que entre outros umbandistas ele se faz entender.

Então é possível considerar umbanda como macumba o que de fato acontece todos os dias.

Identificar umbanda como macumba pode estar certo ou errado inclusive dependendo do tom de voz e a intenção com que se afirma umbanda como macumba. Por exemplo uma pessoa preconceituosa quando chama a umbanda de macumba e o umbandista de macumbeiro faz com a intenção clara de agredir, discriminar e diminuir a fé alheia desclassificando qualquer qualidade que possa ter relacionada ao sagrado. Agora quando um umbandista, que conhece sua religião e sabe que é chamado de macumbeiro e sabe que chamam sua umbanda de macumba, quando ele, assume esta identidade com irreverência e diz abertamente "vou à macumba". Ele não está errado pois o erro está muito mais na carga pejorativa da palavra do que no seu emprego em si. E desta forma quando duas pessoas estão afirmando a umbanda como macumba é possível que uma esteja certa e outra esteja errada. Cera e errada não com a afirmação em si mas com a interpretação da palavra macumba.

No entanto, porém, se falar para pessoas leigas que vai a uma macumba, independente do tom, pejorativo ou não, estas pessoas não vão entender que ele vai para um ritual de Umbanda e podem imaginar mil situações com relação a tal de macumba, inclusive acreditar que ele vai a alguma prática mágica duvidosa ou eticamente incorreta.

Logo, portanto, posso dizer que sou Macumbeiro ou que vou à Macumba mas tem hora e contexto para
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