terça-feira, 22 de abril de 2014

Toque do Orixá Ogum 23-04-14


sábado, 19 de abril de 2014

Asé do Babalorixa Melquisedec C. Rocha na cidade de Extremoz RN











O Dr. Emanuel Palhano e sua Equipe deu um show de Direitos Humanos, trouxe para nós um lindo documentário onde crianças de Axé falavam de sua rotina, um outro documentário onde Mãe Márcia de Oxum falava alguns princípios do Candomblé. Dr. Palhano foi de uma sensibilidade em suas palavras incrível, conseguindo atingir a compreensão de todos os presentes, fez com que nós compreendêssemos que temos direitos por direito mas que temos que conquistá-los, nos mostrou que eles existem mas que temos que trazer para nossa realidade, nos mostrou meios para tornar-los possíveis, e esse é um ótimo motivo e razão para refletirmos neste ano de ELEIÇÃO.

Asé do Babalorixa Melquisedec C. Rocha ( Ilê Axé Dajô Obá Ogodô) na cidade de Extremoz RN











Odun Igbonón...

Seguindo a Programação... Aulão de Capoeira com Clenílson de Ogun / CDO-Futuro Criança. Capoeira, resistência e tradição assim como o Candomblé,instrumento importante de conquista para a libertação dos negros escravizados, hoje reconhecida mundialmente como esporte, herança africana que corre nas veias, no corpo, na alma, na cultura, na história de um povo, o povo brasileiro.

sábado, 12 de abril de 2014

caso do racismo e intolerância religiosa acontecido infelizmente contra o terreiro de Pai Dedo no último dia 1° de Abril 2014


Hoje o dia foi de muito trabalho em prol de nossa coletividade do povo de terreiro. Representando o Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Presidência da República, eu junto com Pai Dedo de Goiana,Serginho da Burra e Ricardo Ricardo Nunes, passamos o dia em reuniões fundamentais para conseguirmos chegar as vias de fato de resolver o caso do racismo e intolerância religiosa acontecido infelizmente contra o terreiro de Pai Dedo no último dia 1° de Abril.

Contamos com o integral apoio da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/PE, através de sua presidente Dra. Lora. E contamos com o excelente apoio institucional e de esclarecimento jurídico da Dra. Bernadete, do GT Racismo do Ministério Público de Pernambuco- MPPE, que nos brindou com uma profunda aula de legislação contra o racismo. Foi muito rico.

Foi um dia de vitórias para o Povo da Jurema, consequentemente de toda comunidade de terreiro do Brasil. Vamos em frente nesta luta por cidadania para nosso povo. Salve a fumaça.

Blog parabeniza 
Alexandre L'Omi L'Odò  
pela sua atitude e a todos que esta nessa luta
Força a todos os irmão e Muito Axé pra todos 

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Mais informação sobre o crime de intolerância religiosa e racismo contra o Terreiro de Pai Dedo de Goiana/PE ( O blog Mariano de Xangó esta com senhor Pai Dedo)

Terreiro de Pai Dedo em Goiana/PE é Incendiado por vândalos - Crime de racismo e violência religiosa contra a Jurema Sagrada
Convoco todo povo de terreiro do Brasil e demais religiões que desejam lutar a favor do respeito à diversidade religiosa e lutar conseqüentemente contra a intolerância religiosa para rediscutir este tema recorrente entre nós, e que estas imagens sejam compartilhadas por todos e todas que desejam ajudar na luta contra crimes desta natureza, revelando a face cruel do que é de fato a intolerância religiosa, e que esta destrói vidas e causa traumas profundos em suas vítimas.

Como membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa, saí de Recife para oferecer algum suporte ao juremeiro e babalorixá Pai Dedo, no intuito de compreender o que havia ocorrido em seu templo. Conversamos bastante e ele expôs toda questão e nos apresentou o contexto/panorama deste crime. Foi feito um B.O. (boletim de ocorrência) e a Polícia Militar está encaminhando os processos com empenho.





Estou chocado com o que vi naquele local. E fiquei muito feliz com a fé que encobre o Pai Dedo, que mesmo tendo seu patrimônio destruído, estava firme em sua fé na Jurema. Um fato impressionante, e que merece destaque, foi que a mesa sagrada da Jurema não foi queimada. Mesmo envolta de fogo, sequer o pano que a cobria foi queimado. Os assentamentos dos mestres e mestras, os troncos de Jurema, os príncipes e princesas etc. Tudo cheio de cinzas, mas inteiros e firmados. Isso nos fortaleceu na esperança de saber que nossos encantados e ancestrais estão ao nosso lado nos protegendo e nos incentivando nesta luta. O Juremeiro também foi orientado a ligar ao DISK 100 para registrar o caso neste espaço de combate aos crimes contra os direitos humanos, e assim foi feito.



Se a mídia não veicula esta informação, cumpro meu papel de cidadão e disponibilizo fotos e dados para que pelo menos os que por aqui passarem se informarem da real situação do Povo de Terreiro no Brasil.




Fachada do terreiro.


Salve a fumaça! O trabalho do Quilombo Cultural Malunguinho está firme e continua com força e fé na luta contra a intolerância religiosa e o racismo! Sobô nirê!


                                                    Alexandre L’Omi L’Odò 
Membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Presidência da República
alexandrelomilodo@gmail.com

sábado, 5 de abril de 2014

Espero que este caso não seja mais um entre tantos que o Estado Brasileiro não dá suporte (Blog Mariano de Xango esta com o Babalirixa Pai Dedo)

Divulgo com muito pesar as fotografias tiradas por mim hoje (05/04/2014) no Terreiro de Pai Dedo no município de Goiana/PE. Seu terreiro foi queimado cruelmente, em um ato de racismo e intolerância religiosa por vândalos que destruíram imagens, objetos pessoais e sagrados. A situação do terreiro é alarmante.

Como membro do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa, saí de Recife para oferecer algum suporte ao juremeiro e babalorixá Pai Dedo, no intuito de compreend...er o que havia ocorrido em seu templo. Conversamos bastante e ele expôs toda questão e nos apresentou o contexto deste crime. Foi feito um B.O. e a Polícia Militar está encaminhando os processos com empenho. A Capitã
Lúcia Salgueiro, foi comunicada no momento que estivemos lá e a coloquei em contato direto com ele, ajudando a apressar os processos de sindicância do caso.

 Espero que este caso não seja mais um entre tantos que o Estado Brasileiro não dá suporte devido e nem ajuda a resolver as questões envolvidas. Convoco todo povo de terreiro do Brasil para rediscutir este tema recorrente entre nós, e que estas imagens sejam compartilhadas por todos e todas que desejam ajudar na luta contra crimes desta qualidade.

Estou chocado com o que vi. E fiquei muito feliz com a fé de Pai Dedo, que mesmo tendo seu patrimônio destruído, estava firme em sua fé na Jurema.

Um fato impressionante foi que a mesa sagrada da Jurema não foi queimada. Mesmo envolta de fogo, sequer o pano que a cobria foi queimado. Os assentamentos dos mestres e mestras, os troncos de Jurema etc. Tudo cheio de pó do incêndio, mas inteiros e firmados. Isso nos fortaleceu na esperança de saber que nossos encantados estão ao nosso lado. Vamos a luta.
Marga Janete Ströher, vamos ativar a SDH da Presidência para tomar as devidas providências. Já orientei ele para ligar ao DISK 100 e ele hoje ainda irá ligar.

Salve a fumaça! O trabalho do Quilombo Cultural Malunguinho está firme e continua com força e fé! Sobô nirê!



A Falange de Exus Malandros e Malandras na Linha de Umbanda

Hoje vamos falar um pouco sobre a Falange de Exús Malandros e Malandras na Linha de Umbanda, como o próprio nome já diz, e uma religião que une varias bandas, os grupos e suas diferenças são todos bem recebidos, pois como diz a escritura ninguém e tão pobre que não tenha nada para dar, ao contrario da maioria dos segmentos religiosos existentes, a Umbanda não só recebe esses grupos como também da a eles liberdade na forma de trabalho a ser utilizada desde que os mesmos não inflijam ou fujam dos 3 pilares principais da doutrina umbandista que e a prática da fé, da esperança e da caridade. “essa é a nossa Umbanda”.

A medida que nos aprofundamos no estudo e conhecimento das bandas de trabalho na Umbanda nos deparamos com uma lista extensa de falanges que vão de crianças (Eres) a Eguns (espíritos), da direita a esquerda, do oriente ao ocidente, da conhecida benzeção as técnicas magísticas dos povos do oriente, da pajelança indígena ao passe mediúnico europeu, todos com o único intuito de praticar a caridade.

malandrinha

O Brasil, talvez, por ser um pais muito rico em culturas diferentes, ofereceu uma quantidade considerável de falanges para a Umbanda, entre elas se destacam os Pretos Velhos e os Caboclos, como a Umbanda também absorveu grupos que já existiam em outras correntes espiritualistas muito antes de ela ser fundada.
Um exemplo claro disso e a presença do Mestre CatimboZéiro Zé Pelintra nos terreiros umbandistas.

Zé Pelintra e uma entidade muito conhecida no Nordeste do pais, e uma entidade conhecida, popularmente, como sendo um malandro, o sentido da palavra malandro se referindo a Zé Pelintra e o mesmo que bon vivat, boêmio, ele não é malandro só por que faz malandragens, mas também por que a sua “vida” é vivida de forma malandra (festas, bares, mulheres etc.).

Há de se considerar também que o sentido da palavra malandro hoje não é o mesmo que do século passado muda-se a sociedade, mudam- se os cidadãos.

Seu Zé, como é chamado pelos íntimos, era nordestino, alguns dizem ser do Ceara (... ele vem de longe, vem do Ceara, ele é Zé pelintra, chegou para trabalhar... ), outros Alagoas (... quando vir de Alagoas, toma cuidado com o balanço da canoa...), de família pobre conheceu bem cedo as pilantragens para prover a sua subsistência, conheceu de perto a vida das periferias, sofreu a discriminação por ser migrante, de tão bonito que era se envolveu com muitas mulheres, após seu desencarne deixou criado um estereotipo que serviu de inspiração para Walter Elias Disney criar o personagem Zé Carioca que , só de longe, lembra Zé Pelintra.

Seu Zé é uma figura antiga no Catimbó, porém, a linha da malandragem como temos na Umbanda não, talvez por ela ser uma falange que nasceu na Umbanda, ou seja, é recente.

Alguns caminhos de Zé Malandro e Malandra


Enquanto no Catimbó e conhecido somente Zé Pelintra na Umbanda já se conhecem varias entidades que assim se identificam (Zé Pelintra Advogado, Zé Pelintra da Estrada, Zé Pelintra do Bar, Zé Pelintra da Encruzilhada, Zé Pelintra do Morro, etc.), junto dos homens vem também as mulheres conhecidas como Pomba Giras Malandras (Maria Navalha, Maria Sete Léguas, Maria do Pente Fino, Maria Rosa Navalha etc. ) vem as jovens conhecidas como Malandrinhas (Malandrinha da Rosa, Malandrinha do Morro Alto, etc.) como também os jovens conhecidos como Malandrinhos.

Se referindo aos Malandrinhos e as Malandrinhas ha de se saber que o Exú Malandrinho é uma das Entidades mais novas nos Terreiros de Umbanda. A origem desta falange está associada, como se disse, aos ‘discípulos’ de Zé Pelintra, no entanto, ele (o Malandrinho) nada tem a ver com Zé Pelintra, a não ser algumas semelhanças tais como: gosto pela boemia, os jogos, as mulheres (que tratam como rainhas) e a sabedoria de lidar com os problemas da vida e como sair deles.

Zé Pelintra - Não e Exú – Melhores Pontos

As Entidades que compõe esta falange são na sua maioria, espíritos que viveram na sua última encarnação, situações de abandono familiar, e, não tendo como sobreviverem, fizeram da rua, a sua morada, nela aprenderam a sobreviver e a se proteger.

Alguns se tornaram ‘experts’ em jogos de azar como baralho, dados, ‘porrinha’ etc. Outros trabalharam em Cabarés, onde eram muito paparicados pelas ‘meninas’, que eles defendiam com unhas e dentes. E tem ainda aqueles que se tornaram ‘contadores de histórias’. Em troca de algumas doses de bebidas, cigarros e alguns trocados, contavam casos que tiravam da sua própria imaginação ou ainda situações que viveram.

Malandrinho é uma Entidade alegre, extrovertida, defensor dos mais fracos e principalmente dos desregrados. À esses, ensina que malandragem não é vadiagem. E sim, a arte de saber viver com ética e responsabilidade: O que se faz, deve fazer bem feito, caso contrário, vai pagar pelo erro. Não gosta de enganar as pessoas de bom coração. Mas com aquelas que se julgam muito espertas, ele esta sempre dando uma ‘rasteira’.
 
Malandro Exú malandro - zé pelintra, pilintra umbanda encruzilhada

Gosta de ouvir os problemas das pessoas que o procuram. Apesar de sua aparência jocosa, está sempre voltado à prática da caridade e da evolução espiritual de seus médiuns. Em suas incorporações gosta de roupas leves e sem formalidades. As camisas estão sempre pra fora da calça. Se usar gravata, vai estar sempre com o nó afrouxado. Ou seja: ele gosta de se sentir livre para dançar e cantar em suas incorporações.

As cores das roupas são sempre em tons fortes ou estampadas. Sua bebida geralmente é a cachaça. Mas vemos em alguns Terreiros de Umbanda, Malandrinho bebendo cerveja ou batidas de limão (limãozinho).

Geralmente está sempre descalço, pois gosta de sentir o chão que pisa. Em geral, todas estas entidades a exemplo do Patrono, tiveram em sua existência alguma forma de contato com a vida dos morros, da periferia, ou talvez passaram por situações que se assemelham ou tenham ligações com essas situações, outros não passaram por similares mas escolheram essa linha de trabalho por se simpatizarem com ela.

seu ze pelinta - umbanda exu risca ponto malandro

Não se deve, nunca, confundir as falanges de trabalho de São Cipriano com a falange dos Malandros e Malandras, a linha de São Cipriano e uma linha de direita enquanto a dos Malandros já é de esquerda, o que acontece e que em muitas casas a entidade Zé Pelintra, exímio representante dessa linha, e evocado em trabalhos liderados por entidades de energia diferentes promovendo assim aquilo que se chama de Cruzamento de linhas, porém, quando isso ocorre as energias presentes não perdem sua autonomia, somente unem forças com uma finalidade ( A B AB).

Sendo uma linha de esquerda os Malandros são invocados em casos ligados as nossas necessidades físicas e materiais. Problemas amorosos, financeiros, empregos, causas judiciais, familiares, ou somente uma conversa amiga são motivos e causas levados constantemente a essas entidades. Por possuírem uma energia muito ligada a matéria suas comidas oferecidas em Giras de Exú são em sua maioria pratos consumidos em bares e botequins.

O que oferecer para os Malandros e Malandras

Assim pode-se oferecer quitutes como salgados, salaminhos, bacon, jiló empanado frito, sardinha frita, farofa com linguiça, carne seca assada na brasa ou frita, etc. As bebidas poderão ser cachaça, cerveja e em alguns casos licores.

Como todas as outras entidades da Umbanda os Malandros podem pedir aos seus médiuns e consulentes alguns objetos (chapéus, cachimbos, bengalas, navalhas, cigarros, perfumes, etc.) desde que tenha um porque e não acabe se tornando uma forma de mistificação esses objetos podem ser usados pelas entidades em seus trabalhos quando manifestados.

A mensagem trazida pelos Malandros e pelas Malandras as Casas Umbandistas e a do equilíbrio, tudo em todas as existências deve ser equilibrado. Não é problema ir a festas, bares nem sequer também fazer uso de bebidas alcoólicas, o problema está na maneira como se frequenta ou se usa e as consequências dos mesmos. Muitos dos problemas da maioria dos consultantes dessas entidades são resultado de uma vida desregrada e sem limites onde o desequilíbrio marca e causa o mal não só para a pessoa em si como também para os que estão ao seu redor. Tudo, a todos, e permitido, porem, nem tudo convêm.

Que a historia e o trabalho dos Malandros e das Malandras sirva de exemplo e seja a luz do fim do túnel na vida de tantos e tantas que precisam.